- Descrição:
Nosso projeto pretende chamar a atenção para o papel e a dignidade das mulheres que mesmo sofrendo o descaso do Poder Público e sem apoio do Setor Privado lutam por “Justiça Social”, ensinando pais e filhos a ter consciência do valor das pessoas que povoam as áreas de exclusão social, indicando o caminho para que cada um perceba seu papel na sociedade, contestando e revendo preconceitos e limitações que vêm sendo impostos às famílias das Comunidades carentes. Convivendo com a realidade de sua Comunidade, Ana Paula da Cruz, após perder uma gravidez, entendeu que deveria mudar o rumo de sua vida, dedicando-se às crianças de sua comunidade. Trabalhando com eventos desde 1998 como forma de sustento, Ana Paula animava festas e comemorações colocando brinquedos diversos para as crianças divertirem-se, porém, observou que a brincadeira predileta dessas crianças era simular uma arma em punho e atirar uns nos outros, viu então que eles apenas reproduziam a realidade cruel e violenta do cotidiano da vida da Comunidade. Preocupada em mudar a visão das crianças em relação ao mundo e a vida, montou em sua casa um espaço que inicialmente oferecia um mínimo de assistência, porém foi apartir dessa decisão que se iniciou um processo voluntário de orientação e acompanhamento diário às mães, com a intenção de criar um melhor relacionamento entre pais e filhos. Esse espaço foi montado numa casa de dois andares, onde Ana Paula morava e lá permaneceu por seis anos com quarenta e duas crianças. Inicialmente Ana Paula recebia ajuda de moradores voluntários que batiam de porta em porta pedindo apoio e passavam rifas para arrecadar dinheiro. A ajuda partia também de familiares, como Seu Fernando Rosa, tio de Ana Paula, que contribuía com sessenta por cento da comida. Em sua maioria, as crianças atendidas tinham pais envolvidos com drogas, mães solteiras e desempregadas ou simplesmente não tinham pai ou mãe. As crianças faziam atividades como teatro, alfabetização, reforço escolar e recreação. Todas as crianças recebiam três refeições por dia e cuidados de higiene. Além disso, cada família recebia uma cesta básica com todos os itens e remédios para os filhos em caso de doenças.Hoje apenas uma voluntária permanente auxilia Ana Paula, Rosana Rosa dos Santos (filha do Seu Fernando Rosa) coordenando o projeto que passa por extrema dificuldade. Atualmente a situação é crítica, pois o Tio Fernando Rosa que ajudava com a alimentação, faleceu no início de 2004 e os colaboradores de antes não existem mais. Diante das dificuldades financeiras e quase perdendo as esperanças para que a Ong "Voluntários Fazendo Criança Sorrir" volte a ser uma referência na Comunidade, onde meninos e meninas convivem diariamente com situações de risco e violência, os voluntários que juntos compartilham o ideal de mudar o destino dessas crianças, pedem ajuda às pessoas de boa vontade, para que, no futuro, os jovens da comunidade se afastem do caminho que tantos outros já percorreram por sentirem-se excluídos, terminando por atravessar a fina linha que separa o bem do mal, o amor do ódio e a Fé da descrença. Se você faz parte das pessoas que realmente preocupam-se com o próximo, entre em contato com Ana Paula ou Rosana Rosa através dos Telefones: 3366-0421 /7623-0763. Em 2008, inauguramos uma Biblioteca Comunitaria para incentivar o hábito da leitura após inauguração verificamos as dificuldades de algumas crianças e iniciamos aulas de reforço escolar para as crianças com dificuldade de aprendizado que apesar de freqüentarem a escola chegavam ao quarto ano sem conseguir ler perfeitamente e como premiação pelo esforço eles podem usar o computador,oferecemos um lanche pois, sabemos da dificuldades de cada família,como acreditamos que a educação começa pelo estomago,pois com fome não consegue fazer uma boa interpretação do conteudo. Tivemos também ajuda na construção de um Centro Médico, onde contamos com o trabalho voluntário de Pediatra, Psicóloga, Homeopata, Fisioterapeuta e duas Enfermeiras que auxiliam nos curativos e controle de pressão dos moradores. Tudo realizado com muita dedicação e carinho. Caso você tenha vontade de conhecer as crianças que são mantidas, através de doações, vá ver de perto como é difícil viver numa Cidade Maravilhosa apenas para os que não tem olhos ou coragem para ver a verdade, pois se uma sociedade livre não pode ajudar os muitos que são pobres, certamente também não poderá salvar os poucos que são ricos. Nós temos um compromisso especial com o futuro - converter as boas palavras em boas ações.
Vamos então começar mais uma vez, as palavras de Isaías: "Removei as pesadas cargas... deixai os oprimidos serem livres", mas vamos começar, pois em nossas mãos, reside o sucesso ou o fracasso das próximas gerações.
Comentários2
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Paulo P. lima:
SEJA BEM VINDA ANA PAULA. CONVIDAMOS VC COM CARINHO A DAR AS MÃOS NA AÇÃO UNIR CORAÇÕES VERIFIQUE AS MENSAGENS QUE ESTÃO LA E COMPREENDERA COMO SUA PRESENÇA É IMPORTANTE,NA AÇÃO UNIR CORAÇÕES. MUITA PAZ E LUZ