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    • Para saber mais sobre o trabalho voluntário... Alguns toques interessantes!

      1. Todos podem ser voluntários
      Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas possuem capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.

      2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária
      Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.

      3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla
      O voluntário doa sua energia e criatividade mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação em se sentir útil.

      4. Voluntariado é ação
      Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.

      5. Voluntariado é escolha
      Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.

      6. Cada um é voluntário a seu modo
      Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.

      7. Voluntariado é compromisso
      Cada um contribui na medida de suas possibilidades, mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.

      8. Voluntariado é uma ação duradoura e com qualidade
      Sua função não é de tapar buracos e compensar carências. A ação voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.

      9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social
      Todos têm o direito de ser voluntário. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.

      10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica
      É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha, a comunidade.

    • Ainda Que A Figueira

      Ainda Que A Figueira
      Fernandinho

      Tu és a minha porção
      Tu és a minha herança
      Tu és o meu socorro
      Nos dias de tribulação
      Mesmo que meus pais me deixem
      Mesmo que amigos me traiam
      Eu sei que em seus braços
      Eu encontro salvação

      Ainda que a figueira não floresça
      Ainda que a videira não dê o seu fruto
      Mesmo que não haja alimento nos campos
      Eu me alegrarei em Ti

      Ainda que a figueira não floresça
      Ainda que a videira não de o seu fruto
      Mesmo que não haja alimento nos campos
      Eu me alegrarei em Ti

    • Amor ... Um Dom Supremo.

      A bíblia nos ensina que devemos amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos. Os mandamentos do senhor mostram ao ser humano, qual o melhor caminho a ser percorrido durante a vida, para nos aproximarmos mais de Deus e sermos abençoados por ele. E entre os principais mandamentos encontra-se o “amor”. Mas como viver em plena harmoniosa, paz e amor?

      O amor, caracterizado como o ato de fazer o bem, ser paciente, benigno e a tudo que é de boa índole, pode e deve ser visto como uma das maiores virtudes de um ser humano, pois amando o próximo como a nós mesmos estaremos, automaticamente, amando a Deus que o criou. No entanto, para amar, não é preciso fazer nenhum esforço mas sim ouvir a voz de Deus que fala aos nossos corações, convidando-nos a praticar boas obras.

      “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Ef 4:32)

      O amor é o dom supremo dado por Deus, capaz de transformar vidas e alegrar corações. Quem ama cuida, entende, perdoa, ajuda e está sempre pronto a ouvir.


      A Bíblia nos diz que se não amamos o nosso irmão que estamos vendo, como poderemos amar a Deus que não vemos?


      Na primeira carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo 13, está escrito: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos…, e que tenha tamanha fé, capaz de transportar montes, se não tiver amor nada serei” (v1, 2). De que vale ter fé, sem amor?


      Mas existe um falso tipo de amor, que sempre está cobrando. Um dos piores erros nos relacionamentos entre os seres humanos é que temos a tendência forte de cobrar do outro. “Se “fulano” verdadeiramente me amasse, faria tal coisa…” Este tipo de amor sempre nos deixa decepcionados, porque a cada vez que o outro não falou ou agiu da forma como desejávamos ou queríamos, achamos que ele realmente não nos ama. Em lugar de cobrar, de procurar receber o máximo de proveito do outro, o verdadeiro amor procura dar o máximo para o outro. Não devemos esperar que as pessoas nos façam felizes, mas sim fazer com que elas se sintam a “melhor” pessoa do mundo. O resultado é surpreendente!


      “Tomai sobre vós o meu julgo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e encontrarei descanso para as vossas almas. Porque o “meu julgo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt 11:29-30)


      A expressão de nossa adesão ao amor de Deus não é o culto religioso, mas sim o amor concreto e solidário ao nosso próximo. Reconhecendo que foi por amor que Deus enviou seu filho para morrer pelos nossos pecados.


      Por que hoje parece tão difícil amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos? O amor precisa encontrar em cada um de nós, espaço suficiente para repousar em nosso ser, nos tornando seres lapidados pelas suas virtudes gratuitas.


      A Bíblia ainda nos fala de dois irmãos gêmeos, Esaú e Jacó e que o primeiro odiava o segundo, por causa do tratamento preferencial de seu pai ao irmão. O ciúme era tanto que se transformou em ódio, pois desejava matá-lo, assim que seu pai morresse. A falta de amor é um elemento que sempre permeou a vida do ser humano, e das famílias, desde os primórdios da história bíblica.


      Talvez você se sinta assim em relação a alguém. O processo começa com um pequeno sentimento que nos afeta, nos fere e vai crescendo até alcançar um nível que não podemos mais controlar. Seja onde for e onde estiver, deixe a semente do amor crescer em sua vida.


      “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões” (Pv 10:12).

    • “amar o próximo como a si mesmo”.

      A maioria do povo brasileiro ainda não conhece o significado correto da expressão “amar o próximo como a si mesmo”. O mau uso da palavra, amar, pela nossa arte e pela nossa mídia, que insiste em relacioná-la tão freqüentemente ao namoro e ao sexo, acaba nos confundindo. No entanto, mesmo antes da era cristã, amar era se relacionar com total igualdade de consideração, sem superioridade ou inferioridade e com tolerância às normais falhas e diferenças dos seres humanos.

      Amar o próximo (na sua definição mais simples) é não lhe fazer coisas que nós não gostamos que sejam feitas conosco, e só fazermos o que concordarmos com que também sejam feitas conosco. O que nós não gostamos de receber, o nosso semelhante também não deve gostar. Se respeitar-mos essa regra, nos torna­remos cooperadores um do outro ao invés de destruidores, um do outro, como tem acontecido tão freqüentemente na nossa sociedade. Precisamos entender melhor o que é amor fraternal para colhermos boa convivência pessoal, familiar e social.

      É importante entendermos, entretanto, que o sentimento de amor não nasce do nada, não nasce de si mesmo, ele só nasce quando se tem verdadeiro esclarecimento e pleno entendimento sobre a respectiva situação ou pessoa em questão. Na verdade, o amor se cultiva com boa educação, muita informação e adequados esclare­cimentos, humanos, sociais e religiosos. Povo sem informação, sem discernimento da verdade e sem temor a Deus, dificilmente consegue desenvolver o verdadeiro amor ao próximo.

      É importante entendermos, também, que cultivar o amor ao próximo não implica em exterminar preconceitos da nossa sociedade. Tentar destruir preconceitos à força não é amar o próximo. Na década de 90, supostos defensores de direitos humanos (agindo como defensores de “anomalias humanas”) deformaram a palavra preconceito, a palavra amor, a palavra cultura e algumas outras. Parece que a intenção era confundir o significado destas palavras e abrir caminho para oficializar práticas pagãs na nossa sociedade. O que queriam, na verdade, era popularizar o homossexualismo, a infidelidade conjugal, os rituais satânicos, a prostituição em diversos níveis e outros comportamentos degradantes e imorais justificando-os como festivos e culturais.

      Ainda na década de 90, algumas personalidades da mídia usaram uma máscara de amor ao próximo para condenar as discriminações de caráter preventivo e apregoar a indiscriminação total e generalizada. Tais pessoas, de ideais utópicos e estranhos, estão atribuído conotações exclusivamente pejorativas, à palavra preconceito, para desmoralizá-la e destruir seu efeito preventivo.

      Uma outra questão muito importante também, e que precisa ser esclarecida é que os seres humanos podem ser corrigidos, discipli­nados ou recuperados por intermédio de dois métodos diferentes: O primeiro método é o do “olho por olho e dente por dente” (justiça rígida), o segundo é o de “dar a outra face” (amor e compreensão). O primeiro método é mais apropriado durante a fase educativa, isto é, durante o período em que a pessoa em questão ainda está em fase de aprendizado. A justa punição, quando bem aplicada, induz as pessoas a enxergarem seus erros e recomeçarem novamente. Entretanto, se já tiver transcorrido o adequado período educativo, a punição, ainda que justa, pode produzir ódio e revolta por incapacidade de entendimento da pessoa “mal formada”.

      Portanto, após a fase educativa a punição já não funciona mais. Nesses casos, só o amor consegue recuperar o que já estiver perdido (se ainda houver recuperação). Observe que quando uma pessoa má (ou mal formada) comete um erro e recebe uma palavra de amor e compreensão, ao invés de uma punição, ela fica envergonhada e é induzida a meditar sobre a respectiva questão. Esse momento de vergonha e meditação abre espaço para arrependi­mentos e uma possível recuperação, que pode reverter todo tipo de mau compor­tamento. No entanto, existe também um problema: se a técnica do amor e da compreensão for utilizada indiscriminadamente, durante a fase educativa, ela pode induzir os mais rebeldes a se tornarem insensíveis e sem-vergonha. Por isso, devemos usar de justiça rígida para educar, e de muito amor e compreensão para reeducar e recuperar.

    • Samaritano diferente?

      A parábola do bom samaritano (Lucas 10:30-37) é um dos mais conhecidos ensinamentos de Jesus. A história apresenta quatro conjuntos de personagens: O homem que foi roubado, espancado e deixado como morto. Quase nada sabemos sobre este homem, exceto que estava viajando de Jerusalém para Jericó. Não sabemos sua classe social, seu caráter, nem mesmo sua raça. Não sabemos se ele tinha feito alguma coisa para merecer estes ferimentos. Não faz diferença: O amor ao próximo responde à necessidade, não à identidade da pessoa. Os assaltantes. Eles se aproveitaram de sua vítima, tomaram o que puderam, e se desfizeram dela. Muitos hoje em dia olham para os outros do mesmo modo que os ladrões. Procuram ganhar o que podem de alguém e depois não se preocupam mais com ele. Um sacerdote e um levita que estavam viajando pela estrada. Eles viram o homem ferido e se desviaram, passando pelo outro lado. A despeito da posição religiosa deles, evidentemente encontraram alguma desculpa para não ajudar. O samaritano. Um judeu poderia ter esperado que o samaritano tivesse sido o vilão da história. Mas Jesus mostrou que alguns dos desprezados samaritanos eram mais justos até mesmo que sacerdotes e levitas.

      O que tornou o samaritano diferente? Ele teve compaixão pelo homem ferido. Os outros estavam tão absorvidos consigo mesmos que realmente não se interessaram por ele, mas quando o samaritano viu a vítima, ele teve compaixão dela. Ele se arriscou. O assalto mostrava vividamente que a estrada era perigosa. Mas ele parou, cuidou dos ferimentos do homem e levou-o a uma hospedaria para receber tratamento. Ele fez o que pôde. O samaritano não era um centro médico totalmente equipado. Ele não era médico. Ele não construiu nenhum hospital. Sem dúvida, havia outros que poderiam estar bem mais qualificados para ajudar se estivessem na cena. Mas este samaritano fez o que pôde com o que tinha. Ele tomou de seu próprio óleo e vinho e tratou os ferimentos. Ele usou seu próprio animal para transportar o homem. Ele pagou a estadia do homem na hospedaria e prometeu pagar quaisquer despesas restantes quando voltasse.

      Jesus perguntou ao intérprete da Lei qual deles tinha-se mostrado ser o próximo do homem ferido. Ele respondeu corretamente que foi aquele que o tinha socorrido. O homem tinha aprendido que a identidade de nosso próximo não depende de lugar ou raça, mas que todo aquele que necessita de nossa ajuda é nosso próximo. De novo, Jesus ordenou ao homem: “Vai e procede tu de igual modo” (Lucas 10:37). O amor precisa ser praticado, não admirado.

    • " Bom Samaritano "

      Estudos de caso revelam
      que pessoas que ajudam outras voluntariamente,
      não importa o quanto esse trabalho exija, são mais felizes.

      Mesmo que você nunca tenha tido aulas de catecismo, provavelmente conhece a história do Bom Samaritano. As ações do Bom Samaritano abrangem o que hoje denominamos “altruísmo”, que significa, basicamente, ajudar os outros voluntariamente sem esperar qualquer recompensa, sendo que essa ajuda pode até acarretar grandes riscos ou custos pessoais.

      A sabedoria milenar constatou que dar aos outros também é um presente para si mesmo. No Ocidente, a Bíblia, fonte da parábola do Bom Samaritano, diz, “É melhor dar do que receber”. No Oriente, ensinava Buda, “A generosidade traz abundância, purifica o coração e a mente e proporciona a maior felicidade”. Hoje, as pesquisas estão comprovando que ajudar aos outros faz bem à saúde física e psicológica.

      Dar com desprendimento é um ato que nos enche de energia. Ajudar os outros faz mais do que agir como antidepressivo e levantar a auto-estima. Também permite controlar a dor.

    • “Um amigo pode sempre ajudar”

      Se uma mão, um ombro, um ouvido
      Numa esquina da vida te faltar,
      Sempre que precises de abrigo,
      Ou te queiras apenas confiar.

      Vem ter comigo
      Sem exitar.
      Um amigo,
      Pode sempre ajudar !

      Já sabes se um dia acontecer
      Não importa, um mal para ti
      Á minha porta, podes vir bater
      Se eu ainda estiver por aí.

      Se já não estiver, podes chamar
      Que mesmo longe ir-te-ei ouvir.
      Tua razão, a minha, de regressar
      E duma esquina, me verás surgir.

      (Virei com uma nova vontade
      Não te digo ainda. É mistério
      Eu herdeiro de outra verdade
      E tu bem vinda no meu império.

      Império onde me deleito
      Miragem que teimo em crêr.
      Oh, ter-te por divino direito
      Num leito, em sublime prazer !)

      E partiremos em viagem só nós dois
      Rumo onde a paixão nos levará.
      Dias de sol, chuva, vento e trovões
      Viagens. Amazónia. Sibéria. Saara.

      Ai eu sempre a imaginar
      Que ás vezes pensas em mim
      Sabes, não me consigo conformar
      Que entre nós tudo chegou ao fim

      Mas se um dia precisares de abrigo,
      Ou te quiseres apenas confiar,
      Uma mão, um ombro, um ouvido
      Numa esquina da vida, te faltar :

      - Vem ter comigo
      Sem exitar,
      Um amigo,
      Pode sempre ajudar !

    • A importancia de ser voluntário

      Ser voluntário não implica mudanças radicais ou opções heróicas. O dia-a-dia já exige de muitos de nós o quanto baste de heroísmo.
      É importante desenvolver a iniciação à arte de compartilhar: uma conduta sadia, inteligente, lógica e construtiva. Quem desenvolver, certamente experimentará uma nova escala de valores em suas vidas, humanizando cada vez mais o seu cotidiano.
      Não se trata de buscar respostas verbais sobre o papel do voluntário, mas de novas formas de agir, as quais sem dúvida exigem novos conhecimentos, novas condutas e novas aprendizagens. Como fazer? A resposta é: começar para experimentar.

      Monalisa Meninelli Molina