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    • saiu na Veja

      A capa da Veja desta semana nos mostra que o perigo muitas vezes está em nossa própria casa. Cresce a cada dia o número de padrastos que abusam sexualmente de suas enteadas. Alguns inclusive com a conivência da própria mãe. Eu sou uma mulher divorciada, que levei minha filha de apenas 06 anos para morar com um homem que não era o pai dela e graças a Deus eles se tornaram quase pai e filha. Hoje não vivo mais com ele, mas, minha filha tem um carinho e uma admiração muito grande por ele. Por que não podia ser assim com todas outras mães? Me pego com o coração cheio de dor por que sei que elas se culpam por terem exposto suas filhas ao perigo, mesmo sem ter tido a intenção de fazê lo. É muito difícil para nós mulheres arcar com o ônus dessa culpa, principalmente quando os pais biológicos se limitam meramente a pagar uma mísera pensão, quando pagam, né?

    • Essa violência contra nossas crianças e jovens tem que ter um fim.

      Eu fico indignada com as notícias que chegam até mim pela mídia. Quando imagino já ter visto todo mal que um ser humano é capaz de cometer, quando imagino ser o limite da crueldade, vejo notícias como a que postei abaixo.
      Minha mãe fica me dizendo: Isso é o final dos tempos! Será?
      Acho que não é o final dos tempos, não, pra mim é o fim da vergonha na cara, do respeito, da caridade, do amor ao próximo. Estamos nos afastando muito de Deus. estamos nos esquecendo de “Orar e vigiar”.
      No evangelho aprendemos que devemos ter compaixão de nossos irmãos que são criminosos.Mas, eu ainda não evolui a esse ponto, sou muito limitada ainda, tenho vontade de gritar, de chorar, de sair com a bandeira tremulando: Amem minhas crianças!
      Por que aceitamos passivamente essa violência, esses números, essas estatísticas?
      É chegada a hora de fazermos alguma coisa para apertar o botão que para a humanidade. Temos que nos unir a favor da educação, da educação para a paz, para a solidariedade. E isso não pode ficar só em palavras não, moçada! Isso tem que ser construído com ações e com exemplo de vivência pessoal.
      Professor, qual é o nome de seus alunos? Onde moram? Quais são suas preferências? Quais são seus anseios? Quais são os seus sonhos?
      Temos urgentemente que criar vínculos afetivos, estreitar os laços da amizade e do compromisso com nossos alunos.
      Não dá pra ser mais um professor distante, inatingível,que não chora, que não tem nenhum tipo de emoção em sala de aula. temos que nos humanizar mais. Demonstrar quem realmente somos, fazer parte, entende?
      Tudo o que acontece em nossa sociedade é responsabilidade de todos: da família, do estado, das instituições, das autoridades e dos educadores. A ação tem que ser coletiva e direcionada.
      Essa violência contra nossas crianças e jovens tem que ter um fim.

    • Namorar, ficar e rolinhos...

      Categorias: Juventude, Educação, Infância, Saúde

      Meu Deus! Acho que estou ficando velha, eu não consigo assimilar essa mudança de paradigma. Não consigo aceitar o que vejo professores, pais e mães aceitarem numa boa. Nessa ótica ainda sou do século passado.
      Não acho que seja normal uma criança de 09, 10, 11, 12 anos já terem experiências de “ficar”, de fazer “rolo”, de namorar. Criança para mim é criança e ponto. Não é bonito, não é engraçadinho, não é correto.
      Não vou fazer a apologia da castidade, nem querer que as crianças sejam tratadas como imbecis de acreditarem em cegonha e afins. Mas, é um erro gravíssimo de nossa sociedade ver e admitir que nossas crianças comentem na nossa presença que fulano ficou com a fulana na aula de sicrano, etc., dar risada e achar que é normal. Não é.
      Gente, tudo começa é pequeno mesmo, até uma avalanche começa com uma pequenina bolinha de neve rolando penhasco abaixo.
      Deem uma olhadinha numa comunidade do orkut chamada PPO – Piores perfis do Orkut, vejam as fotos que as crianças colocam se fazendo de sensuais, com caras e bocas e o que é pior: leiam os comentários que elas e os amigos fazem das fotos ede si mesmos.è muita vulgarização para o meu gosto.
      Me pergunto: onde estão os pais dessas crianças? Será que estão tão concentrados no trabalho, no dia-a-dia que não percebem que seus filhos precisam de “DIÁLOGO”?
      Me pergunto ainda qual é o papel da escola em tudo isso, em como podemos colaborar com as famílias e com a sociedade de modo geral?
      Eu, particularmente, sempre questiono meus alunos. Não dando sermões, que não resolve nada, mas, ouvindo o que eles pensam sobre isso, questionando e exigindo um posicionamento frente a realidade que nos cerca.
      Hoje mesmo, na minha sala de aula, com alunos entre 11 e 14 anos, engatamos uma conversa franca, aberta sobre esse tema. E a cada vez que me surpreendia com os “fatos” relatados, eu questionava: E você, fulano, o que pensa disso? E você, fulana, concorda com o comportamento descrito por seu colega?O que é certo nisso? O que é errado? E se fosse com você, fulano? O que você teria feito nessa situação sicrana?
      E claro, ouço as respostas sem fazer um cavalo de batalha, disfarço minha indignação com a falta de pureza de nossos jovens. E de uma forma light, serena e amiga tento mostrar o meu ponto de vista, procurando levar a discussão para o campo da ética, da moral, da auto-estima, do preconceito, da discriminação, do amor, da caridade, etc..
      Um aluno me contou que sua coleguinha da escola regular de 13 anos está grávida e vai ter um bebê. Eu perguntei o que ele achava disso. A resposta me deixou ainda mais triste: sabe, tia, as meninas, arrumam filhos, depois vão na lei e querem do “bão” e do melhor. Querem roupinhas assim pro bebê, querem carrinho assim e assado e o trouxa do menino tem que se virar pra arranjar, para pagar pensão…
      Eu fiquei bege: as meninas arrumam filhos sozinhas? E começamos a debater o assunto, sobre a responsabilidade do casal no que diz respeito aos filhos. Discutimos ainda a árdua tarefa de educar um filho. Essa tarefa cabe só a “menina” ou a família dela, e onde fica o afeto, o amor de pai, os laços familiares? Será que tudo que uma criança precisa é de dinheiro e coisas materiais?
      Fizemos um júri simulado. Foi muito legal! Dividimos os papéis e levamos o caso da gravidez precoce da colega dele para o tribunal. Nesse contexto, percebi que muitos possuem dentro de si valores adormecidos, que muitos estão apenas seguindo a onda, mas, que no fundo se sentem usados, mal amados e sozinhos.
      Professores, pais, “percam” tempo e discutam questões importantes como essa com seus filhos. Estamos educando pessoas e não criando pessoas. Criar é dar comida, roupa, remédios, igual fazemos com nosso gato ou cãozinho. Educar é muito mais que isso, educar é um compromisso.

    • A caridade e o amor são imprescindiveis.

      Categorias: Cidadania e Defesa de Direitos
      Onde estejas e por onde passes, sempre que possível, deixa algum sinal de paz e luz para aqueles irmãos que estão vindo na retaguarda, a fim de que não se percam do rumo certo.

      Emmanuel
      Psicografado por Francisco Cândido Xavier

    • Nossas crianças e jovens precisam de amor

      Categorias: Educação, Responsabilidade Social, Terceira Idade

      O MUNDO PRECISA DE AMOR
      O mundo em que vivemos está centrado no egoísmo. Basta ler qualquer jornal diário, assisitir ao telejornal, ver o que acontece ao nosso redor para ver a ganância e o ódio em plena ação.Você pode observar isso na política que atribui mais importância à terra que às pessoas, deixando-as ao desabrigo; que mantém os medicamentos fora do alcance dos que deles necessitam, porque o preço é alto demais; que cultiva safras para vender, mas não para comer, deixando os trabalhadores passarem fome; de adultos que empregam crianças pequenas para trabalharem em serviços pesados, quando nem elas mesmas teriam coragem e força para realizarem tal serviço. Governantes que financiam a guerra, mas não investem seus recursos em comunidades que vivem na miséria e morrem sem ter tido ao menos o direito de viver.
      Pessoas que não conseguem enxergar o outro com suas necessidades, pois só se preocupam com o seu próprio bem estar: querem andar na moda, usufruir do bom e do melhor e não se importam com aqueles que nada têm e que são capazes de pisar, oprimir o outro e até matar para conseguir o que quer.
      É preciso amar o próximo, querer para o outro aquilo que queremos para nós mesmos.
      Nós precisamos aprender a amar com o amor de Jesus, que é um amor incondicional, que procura levar as pessoas a uma existência plena de paz, de alegria e amor.
      É preciso colocar amor em tudo que fazemos: no trabalho que realizamos e nos relacionamentos em qualquer dimensão.
      O amor não se expressa através de palavras, mas de atitudes transformadoras, que podem começar com um sorriso para alguém que encontramos na rua; com um aceno; em ações de solidariedade; do ato de perdoar, de compreender o outro.
      E aqueles que têm o poder nas mãos podem fazer muito mais, principalmente, colocar em prática a justiça e a igualdade para todos, fazendo-se cumprir as leis que garantem o direito de todos e buscando recursos para que todos tenham uma vida digna.
      Quem pode fazer e não faz está exercendo o egoísmo e de alguma forma, um dia, será cobrado por isso.
      Quem convive com pessoas egoístas, que só pensam em dinheiro, em riquezas, em luxo; deveria questionar se estas pessoas tem amor por elas ou se elas representam apenas mais uma conquista para satisfazer o seu ego.
      Precisamos com urgência começar a exercer o amor em pequenos grupos, principalmente dentro das famílias, aprendendo a suportar um ao outro, a amar o outro com suas diferenças e não abandonarmos o barco quando chega a tempestade; afinal, é da família que sairão os futuros governantes; os futuros pais e os educadores.