A Alcoa, CPFL, Natura, Philips, Vale do Rio Doce e WalMart lançaram o Movimento Empresarial pela Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade. A iniciativa visa criar espaço para a construção conjunta de uma agenda positiva sobre a conservação e o uso sustentável da nossa biodiversidade, uma vez que 25% da diversidade biológica do mundo estão aqui no Brasil.
Até setembro, este movimento empresarial promoverá debates e seminários que incluirão o poder público, a sociedade civil e formadores de opinião. Algumas propostas já estão rascunhadas:
- compromissos voluntários das empresas de incorporar nas estratégias de negócio os princípios da Convenção da Diversidade Biológica (CDB);
- estabelecer metas nacionais claras e objetivas sobre biodiversidade para serem atingidas até 2020; e
- articular cooperação global para a valoração dos serviços dos ecossistemas, com o propósito de promover mecanismos econômicos para a conservação e restauração da biodiversidade, entre outras.
O tema da biodiversidade é fundamental para os negócios, para a economia e para a sociedade, mas ele ainda não entrou na agenda dos executivos e dos governos. Está ganhando alguma repercussão agora porque, em outubro próximo, na cidade de Nagoia, no Japão, a ONU vai realizar a 10ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade. Outro motivo é o estudo A economia dos ecossistemas e da biodiversidade, chefiado pelo economista Pavan Sukhdev e realizado a pedido do governo alemão.
Abaixo, alguns dados alarmantes revelados por Sukhdev.
• Atualmente, mais de 60% de todos os ecossistemas do planeta estão ameaçados;
• Desse total, 35% são mangues e 40% florestas;
• A demanda por recursos naturais excede em 35% a capacidade do planeta Terra;
• Caso o ritmo atual dessa demanda for mantido, em 2030 serão necessárias duas Terras para atendê-la;
• Em 2000 e 2005, a devastação das florestas na América do Sul foi de 4,3 milhões de hectares;
• Do total de hectares devastados, 3,5 milhões foram registrados no Brasil;
• O prejuízo anual com o desmatamento é de US$ 2,5 a 4,5 trilhões de dólares à economia global – o equivalente a jogar no lixo todo o PIB do Japão, o segundo maior do mundo.
(Íntegra deste relato: redeGife Online – Ano XIV – Edição 651 – 23 de Agosto de 2010


