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    • A Humanidade

      Hoje, constatei algo estarrecedor. Percebi que em meio a tanto sucesso, a tanta beleza, a tamanho enriquecimento, existem pessoas tão pobres que só possuem o vil metal. Pontuar isto é de fundamental importância, pois, em busca pela sobrevivência, e no afã de tapar os buracos de vida, as ausências de felicidade, busca-se coisas tão supérfluas.

      Algumas indagações surgiram: O quê realmente me sustenta? O luxo, o glamour, a notoriedade, a contagem doentia das medidas do corpo, o uso de drogas lícitas e marginais e a excessiva dependência da aprovação dos outros para criação de pessoas felizes?

      Meus queridos, a cada dia é notória a distância de algo genuinamente Superior, por mais que alguns pensem ser uma tendência distante do lógico, do científico e do inteligível, tem-nos posto como carregadores de um fardo que não temos condições de assumir: a vaidade, a busca por algo grandioso, maior do que nós mesmos, entretanto, não mais agigantados de que nossa burrice em achar que a nossa felicitude está presente nas coisas, nas formas geométricas, nos bancos de couro do carro novo…..enfim….. vemos, ininterruptamente, que estes modelos têm levado diretamente ao caos – “que nós valemos o que podemos contar, o que temos”, ao invés de SER.

      É assustador observar a solidão daqueles que buscam a essência da vida que deles se perderam em algum espaço do tempo, quando, na verdade, perdera-se delas mesmas. Sem a família e amigos, onde isto vai parar?

      Estamos perdendo a simples possibilidade de sermos humanos, em troca de um instante ínfimo de glória, de aplausos temporários, em contrapartida, vivendo com a solidão, a ganância vazia pelo tudo, quando os pobres mortais, ainda!, conseguem amanhecer sem fortunas, muitas das vezes sem comida, mas percebendo o cantarolar dos pássaros, as vozes dos iguais, a beleza da Lua, a gargalhada de um amigo, o calor do Sol, o barulho da chuva no telhado, a brisa fresca. Perto disso, a fama, os carros blindados tornam–se o concreto nada, buscado a vida inteira, por atos daqueles que desconhecem os limites e dizem “eu quero, eu compro, eu levo”….. infelizmente, não tem tempo para perceber que após pular todos os muros, os limites das pessoas ditas comuns, pode haver um infinito precipício.

      Atenciosamente,

      Humanidade

    • Doação de Colchão

      Amigos, Bom Dia!

      Conseguimos as camas para o Projeto Porta Formosa*! Obrigado, Senhor!

      Agora só faltam 10 (dez) Colchões de Solteiro, pois algumas não tinham.

      Roupas e calçados masculinos; Lençóis; Cobertas; Fronhas; Travesseiros e Toalhas de Banho, também são bem-vindas.

      Posso contar com sua ajuda?

      Desde já fico, grato.

      Alexandre

      (21) 9377-7550

      E-mail: alexandreyasmidia@hotmail.com

      Blog do Bem – http://blogueirodobem.zip.net

      *Projeto Porta Formosa fica em Magé, promove a reintegração social de moradores de rua e dependentes químicos, através da capacitação profissional gratuitamente.

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    • Sou a Honestidade

      Sou a Honestidade.

      Vivi em 2011, mais uma vez, um terremoto em minhas bases.

      Bem aqui, no País do Futuro, um local longe das instabilidades das placas tectônicas.

      Ocorreu uma avalanche de corrupção com a complacência da sociedade. Perdi as rédeas. Passei por uma mudança de paradigmas.

      Pela primeira vez senti um adversário mais fortalecido.

      Fora do meu alcance.

      Senti-me pequena, inferiorizada até.

      Meu melhor dom, considerado uma jóia em meu território, tornou-se fora de moda.

      Em todas as outras derrotas de minha história, senti um gosto amargo de frustração.

      Foram disputas árduas, demorei em me conformar com a superioridade momentânea de meu oponente.

      Este ano, não. Despenquei.

      Os escombros me impediram de ver um novo horizonte, onde sempre comemorei minhas conquistas e até lamentei meus infortúnios momentâneos.

      Senti-me enterrada, ao lado da Ética, da Hombridade e da Moral.

      Talvez a onipotência e a acomodação me fizessem ruir, tal qual a política ruiu um dia.

      Isso já vinha acontecendo, mas eu não percebi, através da cultura distorcida de levar vantagem em tudo.

      Estou cansada.

      Desnudada.

      Não sinto meus pés.

      Percebo os valores da sociedade escapar por entre as minhas mãos, abandonar meu epicentro.

      Preciso fazer algo para me reerguer, mas agora, neste momento, não consigo.

      Estou sem perspectivas.

      Pela primeira vez.

      Vamu-Ki-Vamu-Ki-Vamu !!!

    • Natal de Paz!

      Quando me desequilibro emocionalmente ou tento impor minhas idéias, nem de longe significa que sou forte, mas, sim, frágil.

      Quando falo o que vem à mente, “dizendo sempre a verdade”, nem sempre é que estou amadurecendo, mas, sim, de quem não tive autocontrole.

      Serei forte e maduro quando conseguir; aquietar minha ansiedade, proteger quem eu amo, pedir desculpas sem medo, exigir menos e me doar mais, não ter a necessidade de mudar o outro, aí, somente assim, viverei com Paz e a serenidade necessária para tentar me tornar um ser humano um pouco melhor.

      Vamu-Ki-Vamu-Ki-Vamu !!!

    • Ah, que saudade!

      Na metade da década de sessenta, estudei na Escola Municipal São Paulo, em Brás de Pina, subúrbio carioca. Lá cursei do Jardim de Infância a 8ª série. Sem dúvidas, foi ela a melhor escola em que já estudei o que existia de competência e boa vontade daquela ilustre e saudosa Mestra, Tia Nayara e uma Senhora de sorriso largo, sempre de lenço na cabeça, avental quadriculado branco e azul (bem ao estilo “Tia Anastácia”) – que não me recordo o nome – Merendeira de personalidade forte, disciplinadora, através de suas atitudes, sua benevolência, eu e os demais saboreávamos diariamente uma deliciosa merenda – macarrão com salsicha ou carne moída, peixe ensopado, carne assada com batata, leite com chocolate; baunilha ou morango e biscoitos, que para alguns era a única refeição do dia, certamente, ambas, contribuíram para que eu investisse nos estudos, pois nunca teria feito o primário e, consequentemente, como a maioria dos jovens de onde morava, seria mais um analfabeto. Eu estudava de graça, pois a minha família não tinha como pagar, quer dizer, não era bem gratuitamente, pois eu trabalhava para compensar as mensalidades. Lembro nitidamente do dia em que a minha mãe arriscou-se a falar com ele, era bem no início do ano.

      Acordava cedinho para ir ao colégio, andava trinta minutos até chegar. A aula começava as 07:00hs em ponto, quem chegasse depois do toque da “sineta” não entrava, eram normas rigorosas: horário, disciplina, higiene, cuidado com os livros e cadernos etc. Saíamos às 12:00hs, depois de formarmos em fila e uma das professoras, após uma revista para verificar se estavam todos em ordem, determinava qual seria o hino a ser cantado.

      O Nacional: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heróico o brado retumbante, / E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, / Brilhou no céu da Pátria nesse instante…

      O da Bandeira: Salve lindo pendão da esperança! /Salve símbolo augusto da paz! / Tua nobre presença à lembrança /A grandeza da Pátria nos traz,

      Ou da independência: Já podeis da Pátria filhos / Ver contente a mãe gentil / Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil.

      Após a execução do hino e uma nova revista geral, era dito o tão esperado: “fora de forma”. Aí, neste instante, acontecia uma debandada geral, esfomeados e sedentos meninos e meninas para suas respectivas sala de aula.

      Havia um “mata-sede" – grande filtro de barro, conhecido entre nós como “filtrão”, bem maior que um filtro comum, sempre cheio de água; com apenas um copo, ou melhor não era nem copo, na verdade tratava-se de um caneco (copo de alumínio com uma asa), apenas um. Cada um pegava aquele caneco e enchia no filtrão, bebia, quando não tinha para quem passar, pendurava na copeira. Em seguida chegava outro e fazia a mesma coisa…

      Faz muito tempo que não bebo daquela água…

      Mas, como sabemos, o tempo passa, a sede, como sabemos é uma coisa insuportável, a gente normalmente esquece e tudo continua como, de fato, continuou do mesmo jeito: a mesma sede, o mesmo filtro, os mesmos amigos, a mesma fila, a mesma água e o mesmo caneco.

      Ah, que saudade!

      Vamu-Ki-Vamu-Ki-Vamu !!!

    • Só aprendemos pelo amor ou pela dor‏

      O amor ao qual quero aludir é exatamente ao amor da renúncia, ao amor desinteressado, ao amor de doação, ao amor da entrega.

      Este é sem duvida o verdadeiro amor. Porém, somente quem o tem pode doá-lo. Ou seja, primeiro é essencial que a própria pessoa se ame para que então, possa amar. Ninguém, naquele tempo e nem hoje, pode dar o que não tem. Logo, se eu não me amo não poderei dar aquilo que eu não tenho para comigo mesmo a alguém ou a uma causa.

      Como o amor é tudo na vida de uma pessoa, aquele que não se ama e, consequentemente, não distribui amor, tem por obrigação natural, visto que é impossível se viver sem amar, buscar suplementos para este vácuo existencial noutros lugares, daí a doença.

      Os doentes buscam, às vezes, no vício, nas drogas ou na depressão, mormente nestes tempos do “fast”, do rápido, do veloz, do ligeiro, do sem tempo, em que não nos é dado o devido espaço para aprendermos, desenvolvermos e distribuirmos uma harmoniosa convivência com os nossos.

      Vivemos a banalização da estrutura familiar e, para que esta banalização seja suportada, alguns debandeiam para ócio inútil da bebida, das baladas, das drogas da realização do sonho imediato e momentâneo do “aqui e agora”, “viva o hoje pois o manhã poderá não chegar”.

      Falta o sonho, falta a essência, falta o compromisso, falta o amor. Ou melhor, vivemos a vulgarização de todos estes valores capitais subtraídos, lamentavelmente, na construção do porvir, do amanhã.

      Tudo isso, por não ter havido exatamente, no tempo da semeadura por parte dos gestores familiares, educacionais e sociais a competência, a boa vontade e nem o tempo necessário para que fosse plantada nas jovens consciências a essência do útil conhecimento, do amor, da vida.

      E, estamos por isso mesmo, criando cada vez mais gerações de doentes por não termos e nem sabermos como programar em seus corações o verdadeiro amor, repito: o amor do sonho, o amor da entrega, o amor da renúncia, o amor do comprometimento, o amor da essência.

      Aí a história vai se repetindo e valiosas vidas vão se indo, na avalanche da desregrada proporção.

      Os noticiários estão repletos destas violências disseminadas que nos incomodam. Chegamos mesmo a acreditar que acordamos viventes e, quando nos recolhemos para dormir, somos apenas sobreviventes, dado a desmesurada banalização da vida, do amor e da paz.

      Onde está a causa? Não a temos e nem podemos culpar apenas o presente com todas as tecnologias, com todo seu desenvolvimento, com todos os seus problemas, pois a violência sempre existiu, sempre houve esta banalização. Acredito que tudo está, exatamente aí, e, é aí também, que está a grande oportunidade de aprendermos: aquele que não quer aprender com a história, sobretudo, com os erros da história, estará, sem dúvida, condenado a repeti-lo.

      É na construção diária e constante de cada vida que está a oportunidade da escolha. Será que somos nós mesmos os responsáveis? Seremos exatamente nós, gestores familiares, doentes e nem nos damos conta?

      Como disse Madre Tereza de Calcutá: “Do berço ao túmulo, a maior necessidade do ser humano é o amor, o verdadeiro amor.”

      Será que nós, enquanto irmãos, estamos dando o verdadeiro amor aos nossos semelhantes?

      Que sucessão infinita almejamos perpetuar, o amor ou a dor?

      Vamu-Ki-Vamu-Ki-Vamu !!!

    • CORRENTE - "EU TE AMO!!!"

      Criei a Corrente do “EU TE AMO!!!”.

      O objetivo é “infectar” as pessoas com o “vírus” do Amor.

      Ligue para 03 pessoas, no mínimo, para dizer:
      EU TE AMO!

      Peça para cada uma ligar para 03 pessoas e assim sucessivamente.

      Fique em PAZ!

      Alexandre

    • Às vésperas do feriado, INCA solicita Doadores de Plaquetas

      *O Instituto Nacional de Câncer – INCA, precisa de Doações de Plaquetas para manter abastecido o estoque que atende aos pacientes da instituição, principalmente por conta do feriado, que sempre provoca queda no estoque. *

      *Para doar, é necessário agendar através do Telefone: (21) 2506-6064. *

      *O INCA recebe doação todos os dias, inclusive durante os feriados, de 08:00 às 17:30. *

      O Serviço de Hemoterapia fica na Praça Cruz Vermelha, 23 / 2º Andar – Centro.

    • Recordar...Relembrar é Viver...

      Hoje, estranhamente, acordei com saudades…

      Saudades dos momentos de alegria, felicidade que tive o privilégio de viver e conviver ao lado de pessoas muito importantes para mim…Meus Avós, Meu Pai, Meus Tios, Meus Primos, Meus Amigos, saudades das peladas na rua disputadas descalço até esfolar o dedão, saudades das brincadeiras que nortearam minha infância e adolescência, saudades de andar de trem até Saracuruna, saudades dos jogos no Maracanã onde o que mais e somente importava era torcer, torcer e torcer, saudades de encontrar os jogadores do meu time na padaria antes do “grande jogo”, para rápido e obrigatório lanche, um delicioso Sonho com Grapete – uma combinação perfeita!

      Também senti saudades de jogar bolinha de gude, de soltar pipa, de rodar pião, de andar de patinete, da mangueira e do abacateiro de minha avó.

      Acordei com saudades de vizinho educado, do maravilhoso angu a baiana feito pela vovó, do meu Ki-Chute, de ver mulheres vestidas andando pelas ruas, de ouvir alguém que eu nem conheço me dizer Bom Dia!

      Senti saudades de tomar banho de chuva, de andar de bicicleta, de usar uniforme para ir para a escola, de ouvir as piadas contadas por um amigo da família.

      Saudades de dormir depois do almoço, saudades dos bolinhos de chuva feitos pelo meu Pai, saudades do bolo de cenoura com cobertura de chocolate feito pela minha Mãe, saudades de ir na praia à noite para pescar com meus primos e meu Pai, saudades dos vizinhos conversando à noite na calçada, saudades da rua de barro, ainda não asfaltada, quando chovia no dia seguinte brincávamos de “Ti-Finco”.

      Senti saudades de pessoas honestas, solidárias, amigas, quando podíamos deixar a porta sempre aberta, saudades do meu time de futebol de botão.

      Saudades dos finais de ano quando Toda Família se reunia.

      Também senti saudades da TV em preto e branco quando esquentava parava de funcionar, de usar fantasia no carnaval e poder brincar livremente pelas ruas.

      E tenho saudades do pão francês com manteiga e açúcar, do mate com leite que levava para escola, de saborear sacolé de chocolate, tenho saudades de não entender de política, de pensar que os políticos são honestos, das excursões que meus pais faziam, do Bloco Demorou mais Saiu, em Brás de Pina, de briga de empurrão com meus amigos, de ter medo do homem-do-saco.

      Saudades do tempo que já foi. Saudades do que já fui.

      E Alegria por ter vivido Tudo isso!