Hoje, constatei algo estarrecedor. Percebi que em meio a tanto sucesso, a tanta beleza, a tamanho enriquecimento, existem pessoas tão pobres que só possuem o vil metal. Pontuar isto é de fundamental importância, pois, em busca pela sobrevivência, e no afã de tapar os buracos de vida, as ausências de felicidade, busca-se coisas tão supérfluas.
Algumas indagações surgiram: O quê realmente me sustenta? O luxo, o glamour, a notoriedade, a contagem doentia das medidas do corpo, o uso de drogas lícitas e marginais e a excessiva dependência da aprovação dos outros para criação de pessoas felizes?
Meus queridos, a cada dia é notória a distância de algo genuinamente Superior, por mais que alguns pensem ser uma tendência distante do lógico, do científico e do inteligível, tem-nos posto como carregadores de um fardo que não temos condições de assumir: a vaidade, a busca por algo grandioso, maior do que nós mesmos, entretanto, não mais agigantados de que nossa burrice em achar que a nossa felicitude está presente nas coisas, nas formas geométricas, nos bancos de couro do carro novo…..enfim….. vemos, ininterruptamente, que estes modelos têm levado diretamente ao caos – “que nós valemos o que podemos contar, o que temos”, ao invés de SER.
É assustador observar a solidão daqueles que buscam a essência da vida que deles se perderam em algum espaço do tempo, quando, na verdade, perdera-se delas mesmas. Sem a família e amigos, onde isto vai parar?
Estamos perdendo a simples possibilidade de sermos humanos, em troca de um instante ínfimo de glória, de aplausos temporários, em contrapartida, vivendo com a solidão, a ganância vazia pelo tudo, quando os pobres mortais, ainda!, conseguem amanhecer sem fortunas, muitas das vezes sem comida, mas percebendo o cantarolar dos pássaros, as vozes dos iguais, a beleza da Lua, a gargalhada de um amigo, o calor do Sol, o barulho da chuva no telhado, a brisa fresca. Perto disso, a fama, os carros blindados tornam–se o concreto nada, buscado a vida inteira, por atos daqueles que desconhecem os limites e dizem “eu quero, eu compro, eu levo”….. infelizmente, não tem tempo para perceber que após pular todos os muros, os limites das pessoas ditas comuns, pode haver um infinito precipício.
Atenciosamente,
Humanidade


